O SALÁRIO EXTRA DO ENCARGADO
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O chefe de um supermercado em Cambrils, detido por roubar 210.000 Euros

Longe de acertar, as contas desviavam-se ligeiramente. Cada semana um pouco. Mas um pouco daqui e um pouco dali, em menos de um ano, transformaram-se em nada mais, nada menos que 210.000 euros. Esse foi o dinheiro que o gerente de um supermercado em Cambrils embolsou às escondidas. A Guarda Civil prendeu-o anteontem por um suposto crime de apropriação indébita depois que os responsáveis pela cadeia de supermercados LIDL abriram uma investigação interna e denunciaram o seu empregado. Os agentes recuperaram na casa do detido uma pequena parte do seu butim: 16200 euros em dinheiro.

De uma maneira estudada e discreta, o gerente do estabelecimento - localizado ao lado da N-340 em Cambrils - retirava o dinheiro que se apropriava disfarçadamente. Ele agia de tal maneira que fazia os responsáveis pela cadeia pensar que era algum dos empregados do supermercado quem roubava o dinheiro e não o próprio chefe, Xavier GLI, um homem de 43 anos e residente em Tarragona.

As contas do supermercado em Tarragona começaram a falhar em Agosto de 2006. Já naquela época, os responsáveis pela empresa denunciaram-no à Guarda Civil que iniciou uma investigação que contou com a colaboração dos responsáveis da própria cadeia. E a investigação prolongou-se ao mesmo tempo que o dinheiro ia faltando. Os agentes calcularam que o gerente roubou os 210.000 euros entre Agosto de 2006 e Junho deste ano. Fazendo uma média, o chefe do estabelecimento tinha roubado a nada desprezível quantia de mais de 19.000 euros "extra" cada mês durante um ano.

Depois de meses de investigação discreta, uma vez que o suposto ladrão arranjou tudo para apontar outros empregados como autores, a detenção ocorreu anteontem no início da tarde no estabelecimento que a cadeia tem no bairro Fortuny de Reus, segundo informou ontem a subdelegação do Governo de Tarragona. A Guarda Civil também realizou uma busca domiciliária na casa do detido, onde encontrou 16.200 euros que, segundo os agentes, provêm do montante que o detido apropriou-se indevidamente.

Fonte: Jornal La Vanguardia 6 de Setembro 2007